Sobre Hijabis e o Respeito às Mulheres

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É uma questão de crença e fé. Portanto, todos os demais, só devem respeitar. Há mulheres que fazem questão de usar, outras preferem apenas em alguns momentos, o que importa é que, gradativamente, a decisão pode ser delas.

Laila Haidari, fundadora do Mother Camp*, tem um restaurante como fonte de renda para financiar a iniciativa, onde as mulheres podem ou não usar Hijabi, independentemente do seu status social. Chamado de "Princesa Guerreira", o restaurante também permite que as mulheres afegãs ou de outras origens façam suas refeições ao lado de homens, o que é inédito para muitas vertentes religiosas.

No Japão, mulheres muçulmanas já podem alugar seus Hijabis, para combinar Kimonos, em Kyoto. Até então, existia um certo conflito para muitas dessas turistas, uma vez que cada peça representa uma cultura, e essa possibilidade fez com que ambas fossem integradas. Agora, elas podem alugar o combo Hijabi + Kimono para uma sessão de fotos ou para um passeio em um bairro tradicional japonês, um jardim japonês ou talvez em um famoso templo ou santuário é uma atividade popular, e isso realmente lhes permite ter a sensação de experimentar o melhor da cultura japonesa.

Vale lembrar que a Nike também está vendendo Hijabis para atletas desde 2017, um movimento super importante para esse universo, afinal, o esporte é fundamental na vida de todas as pessoas, e essa é uma brilhante forma de incentivar a prática com respeito.



*Para quem não conhece, o Mother Camp é o único centro privado de reabilitação do Afeganistão para viciados em drogas, que já ajudou cerca de 5 mil pessoas a recuperarem suas vidas, em um país onde o governo projeta que um milhão de mulheres estão lutando contra a dependência.


Manuela Rahal