Novas Frequências 2018 - Programação do dia 07/12

Por Chico Dub

Resumão Dia 07/12 Novas Frequências

Sextou no NF! E o que diabos isso significa? Programação especial, claro! :)

Começamos as atividades às 10 da manhã, em pleno centrão do RJ, próximo a uma obra do VLT na Rua Visconde de Inhaúma esquina com a Rio Branco. No meio do caos das britadeiras e da poluição sonora do trânsito carioca, o contraste vindo do sublime piano da irlandesa Áine O’Dwyer, Ao mesmo tempo, 10 da matina, a instalação do Dubversão, é ligada no MAR, o Museu de Arte do Rio. 

O austríaco Fennesz, outra lenda viva da música experimental que estamos trazendo este ano, combina computadores com seu instrumento favorito, a guitarra. Assim como o melhor drone, estilo de música minimalista que evidencia o uso de sons sustentados ou repetidos, sua música oferece um vislumbre fugaz do eterno. O cara é tão foda que já tocou com todo mundo: Ryuichi Sakamoto, David Sylvian, Mike Patton, The Bug, Keith Rowie, Mika Vainio, Jim O'Rourke… E agora, senhoras e senhores, estará ele no Teatro Ipanema, a partir das 20h. Quem abre o show é a dupla Eduardo Manso e Rafael Meliga, dois importantes nomes da cena underground/experimental carioca, que farão um concerto exclusivo com guitarras e eletrônicos. 

Saindo do Teatro Ipanema, bora voar para o Aparelho, importante nova casa de shows localizada na Praça Tiradentes dedicada aos guarda-chuvas do rock e do experimentalismo - pra quem não conhece, ele fica mesmo prédio da Boca. Ali, vamos reunir três projetos comissionados - isto é, montados especialmente para o festival - de três artistas brasileiros. À lá Cildo Meireles ou Christian Marclay, Henrique Iwao, em “Cacofonia Tropicália”, monta um paredão sonoro tocando os grandes sucessos da Tropicália (literalmente) ao mesmo tempo. A performance “Falha Comum”, de Stefanie Egedy, mistura as batidas do techno com as batidas de pino produzidos pelos motores de carro. Depois de quatro anos, J.-P. Caron retorna ao Novas Frequências - só que desta vez para um solo. Seu trabalho “Circuitos Simultâneos” presta uma homenagem ao italiano pioneiro da música industrial Maurizio Bianchi e consiste em loops de fita de rolo com trechos sonoros pré-gravados e performance ao vivo.


Manuela Rahal