A Arquitetura do IMS

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Por Carol Razuk

O Paulistano é conhecido como daqueles que adora fazer vários programas em um só dia, e

por isso, resolvi falar um pouco sobre o Instituto Moreira Salles (IMS).

Um dos quesitos que adoro nesse projeto é porque ele fica em meio a minha avenida

predileta de SP, a Paulista.

Vejo essa avenida como uma linda mistura de pessoas, prédios, cores e também uma

certa poluição aos ouvidos mas, que para mim, faz com que São Paulo esteja sempre acesa.

Em meio a essa mistura, nasceu no ano passado, o IMS. Projeto de arquitetura assinado

por Andrade Morettin Arquitetos. Um lugar que quando você entra, a sensação de que o

caos da Av. Paulista ficou do lado de fora.

O térreo vira uma área de convivência, e ao fundo uma surpresa gostosa onde há o

restaurante Balaio, de comida brasileira.

As escadas rolantes para acessarmos os outros andares fazem as vezes como se

continuássemos nas estações de metrô, e é aí que começamos a sentir como a arquitetura

pode nos transmitir sensações. O silêncio vai chegando e, de repente, temos uma visão de

cima da Av. Paulista, por um rasgo em meio ao edifício, que nos permite dar aquele suspiro por essa cidade, e ainda ver o pôr do sol (o amor é cafona e tá bem meloso esse texto, mas é realmente essa sensação que eu tenho toda vez que adentro esse lugar rs).

Além de ter um espaço para livraria e café (onde eu poderia passar horas, mesmo sendo pequeno), há uma Midiateca, que funciona como um grande espaço de

encontro dedicado ao cinema, à música, à literatura e, de maneira mais geral, à pesquisa e à produção de conhecimento. E claro, o espaço do Museu, onde o piso todo foi coberto

com o material de que são feitas as calçadas hoje, para ter um espaço contínuo.

Por fim, o uso do vidro translúcido em suas fachadas faz com o que o Museu ganhe seu

destaque em meio a tantos edifícios espelhados ou de concreto da Avenida.

Como os próprios criadores do projeto definem, “suas prioridades de luz e de translucidez

criam para o edifício um segundo registro, que é mutável em função da natureza do

ambiente e da posição do observador. Como resultado, o interior do museu se manifesta

sutilmente no espaço urbano.”