Up There No Farol Santander

Por Mariana Schmidt

“Não facilitar coisa alguma, não se acomodar em limites confortáveis –  aceitar e até mesmo criar desafios para si mesma, tanto melhor quanto maiores… se cheguei a ser transgressiva acho ótimo, isto deve provir da minha curiosidade continuada e do meu gosto pelo risco.” REGINA SILVEIRA.

Transgressora.  A artista Regina Silveira que fecha um ciclo, ou melhor, inicia outro ao completar 80 anos com sua obra Up There no marco de concreto armado, Farol Santander,  com as distorções de perspectiva, apropriações de imagens, a fotografia e os padrões formados por vestígios diversos revestidos de tantas arquiteturas e que realiza um processo ao longo dos anos que vai além das sombras projetadas.  A obra faz parte da exposição Além do Infinito que conta também com o trabalho do francês Serge Salat.

Up There  quer sugerir que uma viagem infinita pode ser feita dentro de uma sala, entre paredes, no limiar dos movimentos em que orbita-se a fé no enigma,  nessa atmosfera que acontece  uma narrativa visual e sonora de uma trajetória ficcional que desconstrói o espaço físico usual  para uma imersão única, coletiva, transcendental.




Manuela Rahal