5G: Muito Além da Velocidade

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Por Manuela Rahal

Encontrar minha amiga irmã de assuntos geek, a planner da vida Bia Bonani, é sempre uma experiência muito rica. Há anos trocamos ideias que, basicamente, só interessam para nós e a galera dos fóruns da web. Vibramos juntas com a antimatéria foi manipulada pela primeira vez em laboratório e quando nasceram os primeiros macacos quimera.

Fato é que a sua mudança para Londres se transformou em uma troca de outro nível, já que ela vive no futuro e me manda heads ups impressionantes. Na última semana ela me deu uma mini palestra sobre a tecnologia 5G, que até então significava “mais velocidade” para mim.

Aprendemos dessa forma na mudança do 3G para o 4G, de repente a vida ficou um pouco mais fácil. Mas o próximo degrau é gigantesco. Quando falamos de 5G a entrega de velocidade é default, e o termo que impera fóruns afora é LATENCY.

Latência é sinônimo de atraso, é sobre o tempo de resposta. Com o avanço da tecnologia 5G que, de acordo com Bonani, deve ser totalmente implementado em cinco anos (na Europa), o tempo de resposta nem processado será. Hoje, temos o verdadeiro 4G (não o do Brasil, mas de países mais desenvolvidos) operando na mesma frequência do cérebro humano, é possível assistir conteúdos audiovisuais na velocidade que sua mente é capaz de codificar a informação.

Em um futuro próximo essa latência deixará de existir e é possível até que a banda fique mais inteligente que seu cérebro, uma vez que fará a leitura de dados com uma frequência inimaginável. Eu arriscaria dizer que 5G será como um Déjà vu, na sua definição científica e não lúdica.

Será possível que essa tecnologia faça, por exemplo, a leitura da sua retina no momento em que você entra em casa, escolhendo seus gostos e vontades sem você nem precisar pensar. Imagine voltar de um dia de trabalho e a temperatura, a luz, o som e tudo o que você idealiza como conforto estar prontinho? Como se fosse a automação sem necessidade de escolhas ou aplicativos, a necessidade de uma programação prévia.

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A 5G ajudará no desenvolvimento da Internet of Things - a interconexão digital de objetos cotidianos com a internet. Dessa forma, será essencial para o avanço da tecnologia dos carros autônomos por exemplo, ou para o futuro do AR Gaming (Realidade Aumentada), ou mesmo para medicina à distância, uma vez que as grandes antenas celulares não serão mais essenciais. A tecnologia funcionará através de pequenas antenas espalhadas por todos os lugares, estabelecimentos, estradas - em uma comparação grosseira seriam devices que lembrar um roteador. Essas pequenas antenas trabalham com o que especialistas chamam de "Millimeter Wave Spectrum”, ou seja, até agora nos referíamos à movimentação de frequência de redes sem fio como tráfico, e quando falamos de espectro, falamos de todo uma rodovia aberta por onde o tráfico passa.


Manuela Rahal